Agnes Amarantine existe há 13 anos no imaginário. Adormecida desde julho do fatídico 97, despertou mais tarde, em 2004 através de contos e diários de bordo inspirados pelos ares de um lugarejo e pelas incontáveis danças amorosas presentes no caos de todos nós.
É ao mesmo tempo presente mas não mora em lugar algum do conhecimento limitado dos senhores ocupados. Lá de Imortalidade, lugar celebrado por Kundera, interior que todos nós carregamos conosco, essa personagem infinita escreve para seu Antropos misturando vários espelhos aprisionados em facetas de uma ilusão cotidiana e divide com outros diversos o avesso escondido na cara do encanto.
Suas correspondências contam coisas do lugar onde mora e de outros por onde anda e são lançadas ao sensível e colorido Fabricantes de Florestas, o insólito Homem Lento e também para as encantadas Betty Davis, Aine de Knockaine e a Bel das Asas Douradas.
Mas o maior encantado de Agnes é Antropos, surgido após um mergulho profundo em águas oceânicas e de um beijo na testa.
Criado e polido em areias finas e casas antigas de uma cidade a beira-mar, Antropos é dotado de ares e cores azuladas. Mora num imaginário chamado Cidade Luz e é de lá, ora aprisionado, ora voador, que responde as cartas de Agnes Amatantine. Gosta do mar mas por ter de viver às vezes isolado nas marés altas, acabou preferindo as montanhas para determinar seu jeito de ser e de amar. É feito de silêncio e alturas mas às vezes cái para sentir o cheiro da estrada como forma de entender o mistério que mora no entendimento da idade. Pelas cidades que passa, vai seguindo e levando o rastro de si mesmo como forma de compreender o outro lado do encanto.
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